Revolta, manifestação que manda de volta o que sentiu machucar o seu interesse particular. Digo sentiu, porque sentimento é a realidade que se viu. Então, é a leitura emocional da realidade, não a exatidão da verdade.
Regra geral, o revoltado não está interessado em alguma verdade, pois sua ansiedade é devolver à origem a dor que lhe dá vertigem. Ou seja, por não ser caso pensado, a revolta costuma atirar pra todo lado.
Portanto, a revolta é a não aceitação de algo sob a ótica da razão.
Há, porém, sua prima-irmã, nem mais, nem menos sã: ela se chama indignação e é uma forma de revolta do que dói no coração.
Indignação é a sensação de ser diminuído ante o acontecimento. Deriva de outro tipo de sentimento, o de dignidade roubada, qual ferida não assimilada.
Sente indignação aquele que vive uma humilhação e, ante a situação, protesta em devolução.
Em qualquer condição, de revolta ou de indignação, deve a pessoa, numa boa, lançar mão da terapia do perdão. O perdão dá lucidez à razão e serenidade ao coração para enfrentar sem agressividade o despudor daquele que não se importa em causar uma dor.
De ato pensado, sentimento dominado e reação controlada, a pessoa segue em frente em sua estrada agora iluminada, e o faz serenamente, como é da natureza de toda gente, embora nem todos, por ora, se manifestem igualmente.
A pessoa que releva, pouco a pouco se eleva. E a tática para alcançar grande elevação é a prática da Terapia do Perdão!