Amigos, quero falar-lhes de algo muito peculiar e peço antecipadas desculpas pelo termo que vou utilizar. Falo da sapiência, que não deve ser confundida com inteligência, pois enquanto uma trata da capacidade de colher, de reter e de desenvolver conhecimento, a outra é desta mero instrumento.
A sapiência é qual uma tessitura mental que põe o ser em movimento na direção do seu crescimento consciencial. É, portanto, rota segura para a evolução de cada um desde a criação, entendida esta como quiser, qual seja, com os elementos que para isto tiver.
A experiência é guia seguro para o desenvolvimento desta consciência. Porém, a experiência é relativa à vivência de cada um e não há pessoa que experiencie o mesmo que o outro, por mais que tenha com esta uma vida em comum. Isto significa dizer que, para cada pessoa um processo e a cada um o seu progresso.
Diante isto, é sapiente aquele que, sabendo-se inteligente, coloca-se como humilde observador do divergente que ao seu conhecimento é opositor. Oposição é contraponto, ou seja, percepção distinta do mesmo ponto.
Por isto, veja, não há o que temer pelo outro não lhe partilhar dos conhecimentos elevados, ou dos atos de menores significados como por exemplo, o que vestir ou comer, o caminho a seguir ou no que crer. Importa que, com a simplicidade do exemplo é possível ajustar o ponto de vista e tirar da lista de discordâncias cada uma complexidade, destas que erigem tantas distâncias, desde a origem, às culminâncias.
E se é sábio aquele que reconhece a própria ignorância, é coerente sair da infância de julgar ser o centro do universo e ter o entendimento do reverso, pois o que agora o diferencia, para o outro ainda é água que não sacia!
Com a consciência de que vive em um mundo em evolução, mantenha a inteligência à mão, a humildade a serviço e, sem pressa com isso, seja capaz de seguir em paz!