Vingar-se
é agir contra o outro que agiu contra si. Logo, ser contra o que é contra si é ser
a favor de si mesmo, certo?
E R R
A D O !
Se
agirmos contra o outro da forma que este agiu contra nós, em verdade reproduziremos
o mal que recebemos logo após. E esta atitude de reprodução é semelhante a uma
contenção.
Imagine
querer parar com seus braços uma criança que corre em sua direção: terá que se preparar
para conte-la sem que ela o derrube no chão. Possível? Então, agora pense o
mesmo com relação a um trem em movimento. Impossível?
Ei!
Espera um momento: se no primeiro caso, é brincadeira de criança, no segundo
caso, não há como conter o trem e se manter em segurança. Mas, há como agir
contra o condutor, qual vingança que espera a hora ideal para causar ao outro o
mal e abalar-lhe a confiança em um futuro de esperança.
Mas como
dar vazão à dor causada pelo dissabor de quem se voltou contrário ao que o
magoou? O mal que combate o mal é qual alimento ao próprio tormento. Não cessa
a dor sentida e aumenta a raiva incutida. Em um crescente de mal estar, a
vingança logra empatar o jogo da agressão, mas somente gera mais confusão a ser
resolvida noutra ocasião, pois o universo é perfeito e malgrado o seu brio, se
seu ato foi de mal feito, será dragado ao céu sombrio.
Assim,
a vingança falha no intento de corrigir a dor e se torna instrumento de reagir ao
amor. Ora, quem não prefere amar a se torturar? Viva saudável, pense no bem,
seja amável sem olhar a quem. Veio a dor? Exercite o perdão ao seu autor! Isto não
é ser desertor, é agir em favor do equilíbrio do universo pelo amor nele
disperso a partir do Criador.