quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A Vingança



Vingar-se é agir contra o outro que agiu contra si. Logo, ser contra o que é contra si é ser a favor de si mesmo, certo?

E R R A D O !

Se agirmos contra o outro da forma que este agiu contra nós, em verdade reproduziremos o mal que recebemos logo após. E esta atitude de reprodução é semelhante a uma contenção.

Imagine querer parar com seus braços uma criança que corre em sua direção: terá que se preparar para conte-la sem que ela o derrube no chão. Possível? Então, agora pense o mesmo com relação a um trem em movimento. Impossível?

Ei! Espera um momento: se no primeiro caso, é brincadeira de criança, no segundo caso, não há como conter o trem e se manter em segurança. Mas, há como agir contra o condutor, qual vingança que espera a hora ideal para causar ao outro o mal e abalar-lhe a confiança em um futuro de esperança.

Mas como dar vazão à dor causada pelo dissabor de quem se voltou contrário ao que o magoou? O mal que combate o mal é qual alimento ao próprio tormento. Não cessa a dor sentida e aumenta a raiva incutida. Em um crescente de mal estar, a vingança logra empatar o jogo da agressão, mas somente gera mais confusão a ser resolvida noutra ocasião, pois o universo é perfeito e malgrado o seu brio, se seu ato foi de mal feito, será dragado ao céu sombrio.

Assim, a vingança falha no intento de corrigir a dor e se torna instrumento de reagir ao amor. Ora, quem não prefere amar a se torturar? Viva saudável, pense no bem, seja amável sem olhar a quem. Veio a dor? Exercite o perdão ao seu autor! Isto não é ser desertor, é agir em favor do equilíbrio do universo pelo amor nele disperso a partir do Criador.

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