sábado, 24 de setembro de 2016

O Desamor



Diz-se que desamar é deixar de lado, é nutrir indiferença por quem já foi amado. É olhar com desdém para aquele a quem outrora suspirou alento e que agora se consolidou em aborrecimento.

Melhor dizer que desamar é retroceder ao intento de amar. Mas, se há apenas do amor uma intenção, é porque de fato não se consolidou a vibração.

Amor tem dinamismo, não é estático e de prático não flerta com o comodismo.

Desamor é o retrocesso, a desistência do sentimento que nunca foi ardente, uma minudência do momento de aparente amor confesso. Pois que não há como desamar se o amor encontrou lugar.

Amor é como existir: assim como não há como deixar de existir o que já existe, não há como deixar de amar o que já ama.

O amor é a essência criadora no ser: é matéria e é energia, é coisa séria e é alegria, é emoção que vai além, é ação que produz o bem.

Logo, o desamor é uma incoerência, é a pura evidência da descura de quem confundiu o clamor de uma atitude com o amor em plenitude.

Receita perfeita contra o desamor? Ame, simplesmente ame!

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