Diz-se
que desamar é deixar de lado, é nutrir indiferença por quem já foi amado. É olhar
com desdém para aquele a quem outrora suspirou alento e que agora se consolidou
em aborrecimento.
Melhor dizer que desamar é retroceder ao intento
de amar. Mas, se há apenas do amor uma intenção, é porque de fato não se
consolidou a vibração.
Amor tem dinamismo, não é
estático e de prático não flerta com o comodismo.
Desamor é o retrocesso, a desistência
do sentimento que nunca foi ardente, uma minudência do momento de aparente amor
confesso. Pois que não há como desamar se o amor encontrou lugar.
Amor
é como existir: assim como não há como deixar de existir o que já existe, não
há como deixar de amar o que já ama.
O amor
é a essência criadora no ser: é matéria e é energia, é coisa séria e é alegria,
é emoção que vai além, é ação que produz o bem.
Logo,
o desamor é uma incoerência, é a pura evidência da descura de quem confundiu o
clamor de uma atitude com o amor em plenitude.
Receita
perfeita contra o desamor? Ame, simplesmente ame!
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