A
fuga é o ato de sair de cena para não viver o próximo ato que a vida encena.
A
fuga é negar o inegável, desistir do “indesistível” (ops!), fazer o
impossível: supor-se forte para derrotar o invencível.
Infinita
é a dor daquele que foge da momentânea dor. Não é no salto ao precipício que se
vence as montanhas que se erguem na estrada.
Não
ver para onde seguir não é motivo para fugir à jornada. Se faltar a força no
íntimo do seu ser, necessário busca-la pela conexão de pensamento, contínuo ou de
momento, com o absoluto Ser.
Pensamento
que busca forças para além de si visando a paz e não o frenesi é pensamento que
se conecta com o Criador e que prepara o indivíduo para enfrentar a dor. Não há
fórmula sacramental, basta reconhecer que para além do seu ser há um universo
infinito, banhado pelo poder do Criador e ao qual podemos designar simplesmente
de Puro Amor.
A
saída é a esperança; a vitória é sobre a mágoa que o alcança e que o faz pensar
que está só e que além do que vem à mente só há o nada, qual uma noite infinitamente
alongada. Os pesadelos, porém, nesta noite escura do além, não valem o desgosto
do desafio que é posto e que se apresenta por um fio para quem não mais
consegue se sentir bem.
Importante
saber que toda solução é possível, menos a aniquilação, esta sim, sofrível,
pois que nela não há saída, mas a deserção que leva da indesejável lida à insuportável
condição de sofrimento atroz aonde toda a dor do mundo se torna seu algoz.
Busca
entender que, se não for desta vez, nalgum momento haverá de ser, e que a dor
que mais machuca é a que dobra o orgulho, não a que lhe impõe a labuta para remover do pensamento este famigerado entulho.
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