domingo, 4 de setembro de 2016

O Ódio

Diz a física e o homem de ciência não contesta: a cada ação ocorre uma reação de igual intensidade, mesma direção e sentido oposto.

O Amor é a força que impulsiona o universo, é a energia que gera o movimento, é a origem e o destino de tudo que, tendo existido se transformou; que existindo ao universo se integrou e que havendo de existir, o será porque o Amor lhe amou.

O ódio é a força que intenta paralisar o Amor. Quem assim decide, diminui o valor do Amor, isto quando não nega a sua existência, apresentando por ele o seu desprezo enquanto espalha sua intenção a esmo.

O ódio só existe porque existe o Amor. O ódio é, portanto, a reação que intenta equilibrar a ação. Age com força relevante e na mesma direção, mas em sentido oposto. Apõe o Verbo, substantivando suas razões e adjetivando as realizações que o Amor derrama por todas as constelações. Está, portanto, na busca de alcançar a mesma intensidade (força) e em linha (direção) com o Amor, mas em sentido existencial oposto por uma motivação que se oculta tanto mais quanto a distância se avulta.

O Amor é a ação, o ódio a sua reação. A reação só existe onde existe a ação e dela decorre sem qualquer suspeição. Assim, quem mais odeia é em verdade quem mais amou, mas que por motivos que não cabe declinar, tampouco julgar, se magoou. Foi tanta a culpa que não suportou, mas por defesa transferiu a culpa para a dor que não perdoou através do ódio que disparou.

Logo, todo aquele que odeia, em verdade tem em si o Amor em intensidade ainda superior, pois que ainda não equilibrou a ação com a sua reação e assim busca odiar cada vez mais, na intenção de equilibrar o que não se equilibra jamais.

Se porventura alguém conseguisse tal equilíbrio, este seria tão grande quanto o Amor, o que só é possível ao Criador, pois, enfim, não há quem ou qual seja capaz de Amar tanto assim.

Conclusão: quem mais odeia é em verdade quem mais Amor tem desperto em si. Nos abismos do erro e da escuridão, o que há é o Amor em contenção aguardando o momento exato para a sua eclosão.
Não há ser que odeie em incomensurável intensidade que não seja trazido de volta ao verdadeiro sentido existencial: o sentido do Amor, essência do Criador!

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