O
tédio é o sentimento de vazio que se tem quando algo se espera para mais além,
sem que se saiba exatamente o que virá, tampouco, quando, de onde ou por quem.
A
espera em vazio abre uma brecha emocional qual um vácuo não intencional e
claramente adimensional. Logo este vácuo começa a ser preenchido pelo que é
simples e fácil de ser colhido. Uma conversa tosca, uma atividade passageira, a
vida gira qual rosca que fixa a visão a um ponto, reduzindo o significado de
uma vida inteira a algo que não virá por encanto.
O
mais grave disto tudo é que o tédio não permite preencher o vazio existencial
momentâneo com algo sucedâneo ou mesmo com uma proposta de elevação moral que
coloque o tedioso em condição melhor ou igual a que tinha antes de abrir-se ao
tenebroso lapso temporal.
O
tempo aparece como vilão, quando em verdade não é mais que um irmão, que
judicioso em seu viver, não abandona a nenhum ser, pois a todos acompanha e
recebe na chegada à vida, como também na sua partida.
Cobramos
deste irmão criterioso e justo, que se faz presente ao mais atento e ao
displicente dá um susto, como se ele, o tempo, fosse a razão do tédio,
atrasando dos relógios os ponteiros ou fomentando régios atoleiros.
Um
simples olhar para a própria vivência e fica perceptível que a experiência é
infalível remédio contra o tédio. Basta compreender que acima de nossa vontade
reina o Criador com Sua Sublimidade, a distribuir os recursos com perfeita
equidade, considerando a vida como uma construção na qual cada um tem sua
missão no processo de edificação.
Querer
que este Puro Amor atenda a nossa tensa vontade é reduzi-lo a menos do que
somos sem reprimenda à nossa imensa vaidade.
Compreender que as horas
preenchidas com o lume do Amor são colhidas qual perfume de flor e que tal
preenchimento afugenta por completo do tédio o cometimento, este é o verdadeiro
ensinamento para prevenir o tédio a qualquer momento.
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