A
desesperança é o fim anunciado. Diria mais, é o fim antecipadamente decretado,
sem que se queira olhar para a frente, sequer para o lado. É algo que sente
quem está emocionalmente encurralado e porque não mais espera, menos ainda fica
esperançado.
A esperança
é ânimo que se adquire para o enfrentamento, é tranquilidade ante a prova do
momento, é uma qualidade daquele que lida com o sofrimento e vê uma nova
motivação, um cometimento que impulsiona a razão a dar seguimento à ação de renovação.
A
desesperança, ao contrário, impede a pessoa de enxergar para além do problema casual
e de montar um esquema para sair desta prisão emocional. A esperança dá tempo
ao tempo, a desesperança desconhece o tempo porque entristece o amanhã
misturando-o em um amalgama de dor e atirando-o ao relento do desamor.
Esperançar,
verbo que significa animar ou confiar. Enquanto desesperançar é o mesmo que se
entregar, esperançar é ser incansável no lutar.
Pois
que há covardia na desesperança, há coragem na esperança. Covardia é
desistência, coragem é resiliência.
Se é lato
sensu que não passarão a Fé, a Esperança e o Amor, é fato, penso, que a desesperança
não cria limo em quem busca o Criador pois conhece o Amor!
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