domingo, 12 de maio de 2019

MÃE, ESTA PLURAL SINGULARIDADE!

Mãe é algo singular. Acorda cansada, dá de mamar, dorme extenuada, levanta sem parar ao ouvir o bebê chorar.

Mãe é realmente algo singular. Tem carinho em todo gesto e o sorriso de ternura em delicada tez feminina, mas ante o perigo manifesto acende seu instinto de felina.

Mãe, um ser totalmente singular. Se o motivo é dor, derrama de seu coração o mais puro amor; se é diversão, faz da vida uma canção.

Mãe, espécie singular. Se a doença ao filho se apresentar, inquieta fica até consegui-lo curar; abre mão do que for preciso para restaurar no rebento o doce sorriso.

Mãe, singular jeito se ser, surge do ser menina e exerce a primazia desde a gestação até a última expiração. De forte fica frágil na dúvida que lhe assalta, na noite vazia repleta de medos, quando os filhos ganham o mundo desde as festinhas com os amigos até a resolvida saída para a vida que, se lhe afiguram os perigos, pois sabe que são estes os momentos aguardados para que ela finalmente possa ter um pouco de paz e se preparar para a futura missão de ser Mãe da próxima geração.

Mãe, tão singular quanto o verbo amar, só pode ser definida por quem lhe afeiçoar, pois o mero observar encontra nela uma absoluta irracionalidade que só pelo amor vivenciado se é capaz de entender a sua intencionalidade.

E assim, diante de tantas singularidades e de outras que a tornam para além do normal, só se pode concluir que Mãe é Plural!