sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Mensagem para além das fronteiras


Mensagem enviada a além mar

No passado, na garrafa, lenta a flutuar

Atualmente, ela vai, sem se preocupar 
a transitar com leveza pelo ar



Mensagens falam com ardor

então, que consolem a alma do leitor

Que falem de esperança, de amor

para que seja vencida a dor



É isto que tento fazer

falo no idioma que me aviva

Quer ver acontecer

textos na sua língua nativa?



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Força do Amor

Toda força vem do amor.
Amando, suportamos as mais duras provas.

Amando, suportamos
 o abandono,
 o esquecimento,
 o fracasso,
 toda dor de momento.

Amando somos
 felizes na dificuldade,
 calmos na agitação,
 serenos na impiedade,
 mansos na sofreguidão.

Amando encontramos
 o consolo em sofrer,
 a beleza na dureza,
 a magia da incerteza 
 a esperança no fenecer.

Por isto amar é divino remédio
que cura toda dor e o tédio.
Amar é o motivo de viver
o como é só aprender!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Ressentimento

Ressentimento é o ato de revisitar o sentimento que virou tormento. É voltar a origem do que sentiu dolorir e de onde não vê como sair, talvez porque depois de sentir ficou sem saber para onde ir. 

Ressentido é quem, diante do cometimento do passado em que se viu ferido e ficou magoado, mantém este momento como se estivesse agarrado por tentáculo ou diante de obstáculo não superado.

O ressentido é qual inseto retido na estranha teia de aranha e que diante da morte se debate para merecer melhor sorte no embate. Porém, quanto mais o faz, menos capaz se sente de ter uma saída a frente.

O ressentimento é o solo aonde a mágoa germinada dá os frutos do ódio, da raiva e do rancor. E estes frutos, em nome de seus valores brutos, bradam um tipo de liberdade à humanidade enquanto espalham os seus horrores produzindo hostes de sofredores. 

Ressentir é insistir em sentir o que não quis sentir; é um reverso que, submerso no drama da trama, não se intenta mais emergir. Mas, como todos temos um seguimento, fixemos o entendimento de que o amor pode serenar a dor que ressente até que esta perca o seu motivo existencial e que desta forma o bem vença o mal.

O sentimento que anula ou previne o ressentimento é o perdão que não impõe condição. E este perdão pode ser visto na aceitação do inaceitável, na tolerância ao intolerável ou no entendimento de qualquer acontecimento que gere desconforto ou questionamento até o limite da razoabilidade, considerando os critérios individuais e/ou da sociedade. 

Filho do amor, o perdão é um movimento que leva a cessação do sofrimento pelo simples entendimento que a mágoa gerada não deve nem pode ser alimentada, pois o seu preço é a perda do apreço por quem erra e a transformação de quem se magoa em uma fera.

Por isto tudo, ame e perdoe, perdoe porque ama, perdoe mesmo sem amar, pois o perdão dá ao ser uma leveza, e quem é leve vê mais além e pratica a gentileza sem preocupar com quando, onde ou a quem.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

E a vida... é a Vida!

Vida, palavra tão disputada
Dentre tantas, muito falada
Sua definição é tão variada
finda por não explicar nada

Se cada um defende a sua
e cada um a vê de um jeito
É o egoísmo o dono da rua
O bem se esvai contrafeito

Vida, a uns, batida no peito
A outros, o acaso tem feito
Há quem veja como subida
Algo além da rotina corrida

Vida que sofre, a dor retém
Vida que serve, ama o bem
Vida que vem é muito linda
Vida que vai, lá nunca finda

Ame a vida sem condições
O outro também é sua vida
Em todos vibram emoções
Viver: meta a ser escolhida

E prá início, eleja o respeito
como base segura do amor
Alije seu ímpeto destruidor:
Seja a Paz prá ser perfeito!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Excesso


Atendendo a um pedido de um muito grande amigo, proseio sobre o excesso, que, confesso, luto para por freio em mim também, pois isto só causará muito bem.

Enfim, do ano que parecia não ter fim, passaram as festas e destas ficaram os excessos que teremos que ser prestos em fazer desaparecer. Pensar que outros virão, seja nas férias de verão, ou no carnaval que nos incita a transformar em bem o mal...

Puritanismo de minha parte ou há de fato o que se descarte para que não desçamos ao abismo? Se exageros há nas despesas com presentes, nas mesas imponentes e nos comensais negligentes com a saúde, vemos amiúde aqueles que sofrem por nada ter enquanto estes sofrem por tudo querer.

Excesso é pensar que tudo o que vier vai passar, então é mister aproveitar para que não desapareça no ar. Isto inclui a visão de si mesmo como um ser vivendo a esmo, sem destino ou estação, cuja morte é um desatino que advém sem contestação. Então é quando o sujeito exagera, quer que seja agora, sem espera, nada de melhor hora, pois quem não sabe o que vai viver, prefere morrer a não aproveitar o que ali está para experimentar.

São os sentidos sem limites, que aceitam os convites sem saber se suportarão. E pouco importa este suportar, pois dizem, melhor gozar do que postergar.

Mas, se falamos dos que excedem nas ocasiões, há também os que excedem nas pequenas situações. Sim, porque os pequenos excessos também dão motivos de excitação e fazem a pessoa abraçar o excesso sem pensar.

Somos muitos os que seguem pelo prazer do sentir, sem sequer anuir o que estará por vir. Porém, está escrito o que virá, fracasso como pessoa que acumulou à toa daquilo que parecia bom, mas que não lhe deu o tom.

O pensamento é o freio que separa o gozador do exagero que implanta neste a futura dor. A razão muito nos explica, nos dá diretriz, nos qualifica a sermos melhores do que somos, ainda mais do que já fomos. Pensar, pois, antes de agir, sem torturar nem exigir, mas simplesmente por ter na mente que viver é mais que sentir.

Ser mais do que a coisa que o excita agora e que o prejudica vida afora, saber compreender que vale sim, viver com o equilíbrio e desfrutar do convívio daqueles que o rodeiam, sem excessos que norteiam o seu fracasso a cada passo, enquanto dizem que odeiam os que a eles firmam o compasso.

Rico em viver é aquele que procura aprender porque pensa e quer saber, não porque conhece e quer sabor não lhe importando a futura dor. Apesar disto, no fim de tudo, resiste o amor.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No fim de tudo, o Amor!

E quando a vida parecer destroçada
quando da lida diária, houver mais nada
Quando das relações restarem tão poucas
e quando as vozes de apoio soarem roucas


Quando a esperança estiver enfim acabada
e a feliz ilusão for apenas firme estocada
Quando os sonhos virarem assombros
e as obras ruírem sob escombros


restará no ferido coração
tão somente uma opção:


o Amor que, capaz, tudo suporta, refaz e conforta,
o Amor que ampara, ilumina, prepara e ensina,
o Amor para quem nada é tudo e, contudo,
a alma a Ele vai em perfeição e júbilo,


Estará, enfim, toda iluminada!


Não importa o tamanho da dor:
No fim de tudo, resiste o Amor!