Amor... quem não conhece esta palavra? Quem nunca sonhou garimpar uma pedra
preciosa desta lavra? Ora, pense um pouco, lembre-se do passado, quando se
dizia que só poderia ser louco aquele que nunca houvesse amado.
Amor em
sua primeira acepção é sentir que alguém tem por nós irrestrita dedicação. Assim como
o amor de mãe, desejamos encontrar este amor atenção sem qualquer precondição.
Mas, esta visão infantil necessita amadurecer, senão fica febril e recusa
reconhecer o que de fato o amor vem a ser.
Amor
é gratuidade, jamais exclusividade ou propriedade.
Amor
é presente na natureza desde a origem dos tempos e lugares, dos movimentos
estelares de onde erigem os Luminares a organizar o caos universal do elemento
material para receber cada novo ser.
Amor
é ínsito a este estado de natureza, estado íntimo do ser envolto à sua beleza.
Contudo,
porque o vemos como objeto de posse que temos ou que queremos, abjeto fica
nosso entendimento e doente fica o nosso sentimento.
Amor
nos alcança fundo porque é maior que o mundo, estimula a esperança e anula a
intemperança porque serena o inquietado na sua sede de ser notado.
Amor existe
desde antes do existir e prescinde do nosso exigir. É ponto de partida para o
que se põe na lida mais dura e de parada para o que está a caminho na estrada
escura; flor que perfuma a vida, do espinho é cura quando da arranhadura.
A
seguir, abra seu coração para o Amor e sinta extinguir qualquer motivação para
a dor. É a dor, não o Amor, que deve sair do centro do sentido existencial,
pois enquanto a dor é sinal a corrigir o rumo, o Amor é o prumo da Consciência
Universal.
Amor:
deixe fluir em você esta corrente desde a nascente e comece a sentir a sua vida
diferente daqui prá frente, mais que um dia somente, eternamente!