Amor... quem não conhece esta palavra? Quem nunca sonhou garimpar uma pedra
preciosa desta lavra? Ora, pense um pouco, lembre-se do passado, quando se
dizia que só poderia ser louco aquele que nunca houvesse amado.
Amor em
sua primeira acepção é sentir que alguém tem por nós irrestrita dedicação. Assim como
o amor de mãe, desejamos encontrar este amor atenção sem qualquer precondição.
Mas, esta visão infantil necessita amadurecer, senão fica febril e recusa
reconhecer o que de fato o amor vem a ser.
Amor
é gratuidade, jamais exclusividade ou propriedade.
Amor
é presente na natureza desde a origem dos tempos e lugares, dos movimentos
estelares de onde erigem os Luminares a organizar o caos universal do elemento
material para receber cada novo ser.
Amor
é ínsito a este estado de natureza, estado íntimo do ser envolto à sua beleza.
Contudo,
porque o vemos como objeto de posse que temos ou que queremos, abjeto fica
nosso entendimento e doente fica o nosso sentimento.
Amor
nos alcança fundo porque é maior que o mundo, estimula a esperança e anula a
intemperança porque serena o inquietado na sua sede de ser notado.
Amor existe
desde antes do existir e prescinde do nosso exigir. É ponto de partida para o
que se põe na lida mais dura e de parada para o que está a caminho na estrada
escura; flor que perfuma a vida, do espinho é cura quando da arranhadura.
A
seguir, abra seu coração para o Amor e sinta extinguir qualquer motivação para
a dor. É a dor, não o Amor, que deve sair do centro do sentido existencial,
pois enquanto a dor é sinal a corrigir o rumo, o Amor é o prumo da Consciência
Universal.
Amor:
deixe fluir em você esta corrente desde a nascente e comece a sentir a sua vida
diferente daqui prá frente, mais que um dia somente, eternamente!
Gostei muito do texto, que traz grandes reflexões para um porto de esperança em nossos corações.
ResponderExcluirEsperança que, mais do que nunca, precisamos ter, manter e fazer crescer!
ExcluirAgora, estou diariamente no blog https://poemasqueabracam.blogspot.com