segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O que de fato tem valor?

Em tempos de momo, a carne nada vale. Então, repare: o que efetivamente tem valor? O que podemos considerar digno de nota, de esplendor? São os brilhos purpurinados, os corpos desnudados ou os passos ensaiados ao som da bateria que contagia porque dita o ritmo cardíaco e que de modo empírico assume o controle da multidão que se aglomera na empolgação? E o que dizer daqueles que trocam sem pudor ou distinção o sentimento de amor por um momento de excitação? Aonde vão estes que se dão na mais louca alucinação sem pensar que haverá então um dia depois da folia no qual a alegria será menos de rebeldia e mais de harmonia? E como harmonizar com o universo enquanto buscar no reverso um espanto, meio verso, nada santo, qual incesto?

O verdadeiro valor vem do que permanece e não daquilo que perece. Nada que é imanente; tudo o que é transcendente. A carne nada vale sim, como valor transcendental, mas importa cuidar, pois forma o caráter individual do ser que se compreende imortal. Esta perspectiva, de imortalidade, altera a percepção da temporalidade e introduz no ser a componente continuidade, algo consciente na busca do que se pode chamar de Verdade.

Diante desta perspectiva e da vida que precisa ser vivida, fica a pergunta da hora à senhora e ao senhor:

Afinal, o que de fato tem valor?

Ouso dizer, sem prejuízo ao Ser, pois que amar é cuidar...

nada do que é descuidado; tudo o que é amado!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Remédios amargos, efeitos salutares

A dor o visitou? Renasça na esperança, guarde consigo a certeza de que ninguém sucumbira, pois o amor vencerá!

O medo marcou presença? Tenha ciência de que ele é tão somente um aviso que a gente sente para orientar nossos passos, logo, não saia com ele em abraços, mas ouça seus avisos com sabedoria e siga com coragem o seu dia a dia!

A raiva eclipsou o amor? Observe a natureza e veja que, com certeza não duram mais que minutos a passagem da lua à frente do sol e que, louvável pela precisão em que ocorre a ocultação, não é mais que uma antecipação ao admirável arrebol.

Se sentimos raiva, medo ou dor, agradeçamos a quem for porque vivos estamos e, sem enganos, desta situação reergueremos porque nada temos a menos que aqueles que divisamos, quer seja por amor, respeito, admiração, ou que invejamos a sua condição. Então, tais estados de sentir não são mais que remédios amargos para que alcancemos o doce porvir. 

E quem poderá dissentir se você mesmo anuir que o melhor ainda há de vir se você assim decidir, consentir e com coragem perseguir o sonho, o intento, a esperança? Deixe os remédios salutares e seus momentos pares à guisa de lembrança de um tempo em que faltava a confiança, mas cujo peso derramado argamassou o passado e se tornou base para a construção do futuro, agora presente, de um ser forte pela sua superação! 

Dúvida? Volte ao início desta dissertação e leia até desenvolver sua convicção! 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Tempo


Passado, presente ou futuro: qual é o seu Tempo?
Os três, um de cada vez ou juntos e misturados como a natureza os fez.
Se você pensa na felicidade que almeja, isto é Futuro, porque para além do dia escuro é tudo o que deseja.
Se você pensa na antiga dor, isto é Presente, pois o passado que não esvai nem com o tempo se vai, conserva a origem da injúria que se sente ou da incúria que ressente. 
Se você pensa no momento, isto é Passado, pois de caso pensado, o que é o agora senão o tempo que já está a ir embora?
Você pode decidir em que tempo viver, basta sentir o que quer para conviver e deixar fluir por todo o seu ser.
Prender-se à dor do passado é querer ser mutilado do seu melhor motivo de viver: a esperança, que projeta no futuro a felicidade, sem ignorar do passado toda doce lembrança acumulada com a idade. 
Viver o futuro somente é abdicar do presente e negar à toda gente o direito de existir consigo e compartir do momento que, aturdido, passa corrido.
Fazer do agora a única razão de viver é negar o verdadeiro presente da vida que se dilata por inteiro no ser, desde o ontem ao amanhã pelo trajeto da lida, mesmo que corrida, sofrida, malsã.
Liberte-se do sentimento de luto que fere este coração augusto ante a dor e a decepção.
Siga o presente que se estende ao porvir e não deixe de sentir a importância do que há de vir.
Seja feliz desde agora e desde ontem também porque a lembrança do que doeu não pode ofuscar a esperança do coração que renasceu...
... o Seu!