Suicídio
– o nome já diz: sui = si mesmo; cídio = matar, ou seja, matar a si mesmo.
O ato
de suicidar implica em abandono da vida quando nada parece mais fazer sentido
nesta lida, agravado pela dor que se sente, ou que se mostra iminente. Desta
forma, muitos atravessam esta porta em direção ao nada hipotético, a este fim
de estrada para o cético, para não ter que enfrentar o que lhe parece
impossível de aturar.
Cometer
suicídio é desobedecer ao instinto, que trabalha sempre para a conservação do
indivíduo. Atitudes como alimentação adequada, atividades físicas moderadas, busca
da saúde, são indícios naturais da vontade de viver que cerca o ser. Entrementes,
muitos carecem de algum descompromisso consigo mesmo, cometendo excessos evidentes
contra a sua natureza. Por isso cito o tabagismo, o alcoolismo, a drogadicção
ou o comportamento glutão; repito, um ou outro cometimento destes considerados
inocentes, mas que nos levam na mesma direção: a autodestruição.
Não é
diferente quando o ato é amparado por lei, qual o direito a eutanásia que algumas
sociedades admitem e que podem ser solicitadas por quem desiste de viver, como
se esta escolha fosse legítima ao próprio ser.
No oculto
desta decisão há um fosso cujo fundo é sem igual para quem não tem visão de como
sair deste poço moral.
A inteligência
e a mente não são produtos da matéria, assim já sabe a ciência e demonstra a investigação
esotérica. Assim, a continuidade do ser é algo que já não há muito como negar,
logo o ato de suicidar é intrínseco ao mundo material, mas não apaga sua essência
transcendental.
A consciência
enfrentada diante da fuga realizada ao enfrentamento a que foi convidada a
pessoa desertada, tem suplícios que tornam os renunciados sacrifícios meras
indisposições transitórias, percalços para que fossem alcançadas as glórias.
Isto não é uma questão de crer, mas de saber.
O
volume de conhecimento disposto sobre o tema não mais admite que se alegue
ignorância, mas considerando não haver julgador senão o próprio fugitivo, agora
seu acusador, esta é uma questão de menor importância. De relevante mesmo é
saber que, o ato autodestrutivo é passo decisivo para o agravamento da condição
atual daquele que antecipou sua saída da existência material.
Se
ainda assim a pessoa acalenta este pesadelo como caminho de solução, procure
alguma literatura que expõe o que ocorre com aquele que se foi por esta
decisão. Afinal, a este não mais importa se tal literatura é oriunda de ciência
ou de religião, pois para quem pretende mergulhar no nada para nada mais ser,
que mal lhe fará confrontar sua convicção com a de tantos outros que creem na
vida após do corpo lograr a libertação?
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