sábado, 10 de setembro de 2016

O Suicídio


Suicídio – o nome já diz: sui = si mesmo; cídio = matar, ou seja, matar a si mesmo.

O ato de suicidar implica em abandono da vida quando nada parece mais fazer sentido nesta lida, agravado pela dor que se sente, ou que se mostra iminente. Desta forma, muitos atravessam esta porta em direção ao nada hipotético, a este fim de estrada para o cético, para não ter que enfrentar o que lhe parece impossível de aturar.

Cometer suicídio é desobedecer ao instinto, que trabalha sempre para a conservação do indivíduo. Atitudes como alimentação adequada, atividades físicas moderadas, busca da saúde, são indícios naturais da vontade de viver que cerca o ser. Entrementes, muitos carecem de algum descompromisso consigo mesmo, cometendo excessos evidentes contra a sua natureza. Por isso cito o tabagismo, o alcoolismo, a drogadicção ou o comportamento glutão; repito, um ou outro cometimento destes considerados inocentes, mas que nos levam na mesma direção: a autodestruição.

Não é diferente quando o ato é amparado por lei, qual o direito a eutanásia que algumas sociedades admitem e que podem ser solicitadas por quem desiste de viver, como se esta escolha fosse legítima ao próprio ser.

No oculto desta decisão há um fosso cujo fundo é sem igual para quem não tem visão de como sair deste poço moral.

A inteligência e a mente não são produtos da matéria, assim já sabe a ciência e demonstra a investigação esotérica. Assim, a continuidade do ser é algo que já não há muito como negar, logo o ato de suicidar é intrínseco ao mundo material, mas não apaga sua essência transcendental.

A consciência enfrentada diante da fuga realizada ao enfrentamento a que foi convidada a pessoa desertada, tem suplícios que tornam os renunciados sacrifícios meras indisposições transitórias, percalços para que fossem alcançadas as glórias. Isto não é uma questão de crer, mas de saber.

O volume de conhecimento disposto sobre o tema não mais admite que se alegue ignorância, mas considerando não haver julgador senão o próprio fugitivo, agora seu acusador, esta é uma questão de menor importância. De relevante mesmo é saber que, o ato autodestrutivo é passo decisivo para o agravamento da condição atual daquele que antecipou sua saída da existência material.

Se ainda assim a pessoa acalenta este pesadelo como caminho de solução, procure alguma literatura que expõe o que ocorre com aquele que se foi por esta decisão. Afinal, a este não mais importa se tal literatura é oriunda de ciência ou de religião, pois para quem pretende mergulhar no nada para nada mais ser, que mal lhe fará confrontar sua convicção com a de tantos outros que creem na vida após do corpo lograr a libertação?

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