Triste
é viver na solidão: assim profetizou o poeta. A tristeza acontece quando o
coração se fecha à experiência do recomeçar ante o que falhou no seu
experienciar. Coração fechado é coração solitário, qual se estivesse em um
armário sem chance de utilização. E a solidão é o medo do amor, singelo botão
que se recusa a ser flor.
Tristeza
é medo, é não amor, é mágoa com a vida, com o Criador. É emoção paralisada, é
réstia de vida aguardando ser apagada.
A
tristeza é a mágoa com o feito imperfeito, com o que está pronto, embora sem
jeito. É dor que dá no peito e aprisiona a felicidade que quer se expandir, mas
não encontra possibilidade.
Seu
remédio é compreender que, viajante do infinito universo, sua vida é igualmente
infinita e que o tédio de hoje pede que a experiência se repita com novos
elementos e novas esperanças para que venha a servir no infinito porvir quais
bons momentos que se tornam doces lembranças.
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