quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Tristeza


Triste é viver na solidão: assim profetizou o poeta. A tristeza acontece quando o coração se fecha à experiência do recomeçar ante o que falhou no seu experienciar. Coração fechado é coração solitário, qual se estivesse em um armário sem chance de utilização. E a solidão é o medo do amor, singelo botão que se recusa a ser flor.

Tristeza é medo, é não amor, é mágoa com a vida, com o Criador. É emoção paralisada, é réstia de vida aguardando ser apagada.

A tristeza é a mágoa com o feito imperfeito, com o que está pronto, embora sem jeito. É dor que dá no peito e aprisiona a felicidade que quer se expandir, mas não encontra possibilidade.

Seu remédio é compreender que, viajante do infinito universo, sua vida é igualmente infinita e que o tédio de hoje pede que a experiência se repita com novos elementos e novas esperanças para que venha a servir no infinito porvir quais bons momentos que se tornam doces lembranças.

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