Então, é Natal...
... época de muitos significados, simbólicos para uns e de sentido prático para outros. Um fato é sabido: a esta época, ninguém passa despercebido.
Então, é Natal...
Como a bolsa que estoura anunciando a criança que vai nascer, o Natal prenuncia a chegada de um novo ano, como fechasse um ciclo e abrisse outro no calendário gregoriano.
Ao que não associa Natal com fé, quer seja porque nutre outra crença ou porque nada lhe transcende à consciência, é época de consumo, de descanso ou de ganhos, conforme lhe motive a experiência.
Mas, pelo menos uma coisa a todos acomete: uma predisposição a ficar bem e desejá-lo a outrem. Algo como se desarmasse o íntimo e ante o adversário, divisasse o porvir e desejasse num átimo a trégua para a disputa, ou uma distância da luta que régua alguma pudesse medir.
Param-se guerras, amansam-se feras que de humanas têm a aparência, mas, presas à imanência, não usam a mente para ver além e divisar um futuro de felicidade na transcendência da imortalidade que, de mito ou de verdade, aguarda a ciência desvestir-se dos seus dogmas para divisar esta possibilidade.
Abrir-se à verdade do outro, entender que em todo ponto de vista cabe o contraponto, mas que contrapor não é opor resistência de opinião como se a verdade obedecesse à nossa conveniência: eis uma forma de viver que combina com o Natal.
Compreensão das diferenças, aceitação dos diferentes e perdão ante as consequências: para uns, são regras de boa convivência; para outros...
... então, é Natal!
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